quinta-feira, 6 de março de 2008

Vamos seqüestrar carbono!

"Vamos plantar árvores para seqüestrar carbono...". Esta frase, acabei de ouvir na TV Educativa do Estado. Foi dita por pessoa ligada a preservação, plantação de árvores e recomposição de mata ciliar. Falavam de milhões de árvores plantadas no Paraná. No final da fala, veio a frase acima.

A frase pertence a linha que eu denuncio. É fruto de um "cientificismo" materialista misturado à "critividade econômica" que, no final, preserva não só algumas ávores mas também a demogagia de plantão.

Nós sabemos que as plantas inspiram dióxido de carbono e expiram oxigênio. Daí, nós pegamos o oxigênio delas e lhes devolvemos o CO². Isso é chamado de ciclo do oxigênio. O dióxido de carbono é veneno pra gente. O oxigênio é veneno para as plantas. Assim, falando de maneira poética e defintiavamente não científica, as "plantas nos respiram e nós as respiramos".

Quando plantamos árvores, no linguajar, da nova ideologia científico-financeira, seqüestramos carbono. Não deixa de ser uma frase violenta. Prefiro ver uma relação de amor e troca onde a planta se alimenta de nosso "lixo" e nós nos alimentamos do "lixo" dela. Isso é uma troca que garante a vida não só para homem" mas para todo sistema dependente do oxigênio.

Quando plantamos árvores, estamos apoiando as "atividades fotossintéticas das plantas verdes" - atividades essas que resultam na carinhosa devolução de oxigênio para nós e todos os seres que respiram na terra, no ar e no mar. Esta linguajar brutal de "seqüestro" de carbono é parte de uma fantástica jogada para ganhar dinheiro. Já, já volto explicando esse mecanismo e como muita gente, de novo, se prepara para ganhar dinheiro. Próxima postagem: como ganhar dinheiro seqüestrando carbono? Enquanto isso veja este texto.

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