terça-feira, 29 de julho de 2008

Tudo vale? Ou vale tudo?



Estas fotos estão circulando pela internet e fazem parte de um esforço de boicotar a China - especialmente as Olimpíadas e indiretamente os produtos chineses em geral. Para mim, a coisa é os seguinte: você boicoteia o que quiser e quando quiser. Eu não sou do tipo de gente que segue ninguém. Por isso ser eu, sem-partido, sem-terra, sem-religião, sem-grupo. Mesmo assim, eu embarco no parachoque dianteiro da campanha, pelo menos no que tem a ver com a divulgação de exageiros. Por isso a minha pergunta: Vale? Tudo vale? Vale tudo? Essas pobres crianças não estão com cara de quem está feliz de participar no esforço de transformar a pátria em uma potência olímpica. Já imaginou se alguém tivesse me tratado assim quando eu era criança e me forçado a abrir as pernas dessa maneira?

O meu caso foi o contrário. Nasci com pernas abertas - quer dizer daquele tipo de pernas que em Alagoas, na época, se chamava "zambeta". Do joelho para baixo minhas pernas se dirigem para os lados de fora e os pés também. Quer dizer há total liberdade de abertura. Um dia meu velho pai decidiu endireitar as minhas pernas. Ele pretendia juntar os pés e separar a coxa para que eu deixasse de comer as calças entre as coxas - coisa que ainda continuo a fazer. Passei pelo menos três dias de treinamento intensico de correção de membros inferiores. Entre outros exercícios, incluiu-se dar várias voltas em torno da minha quadra com um vasilhame de vidro entre as pernas. O vasilhame era parecido aos atuais vasilhames que trazem o vinho sangue de boi da Vinícola Aurora

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