sexta-feira, 23 de julho de 2010

E a terra continua sangrando no Golfo do México

Em 1989, navio Exxon Valdez derramou 41 milhões de litros de petróleo na Costa do Alasca, afetando a vida animal até hoje, lembra o site do Greenpeace. Foi há 21 anos. Hoje, estamos vivendo mais um derramamento de petroleo, desta vez no Golfo do México. Jean-Michel Cousteau, em entrevista dada ao jornalista espanhol Issac Hernández fez a seguinte afirmação: "No Golfo foi derramado um Exxon Valdez, a cada quatro dias. Estamos no dia 68 do desastre no Golfo”.
Em partes Cousteau dá as seguintes respostas ao jornalista:
- Você acredita que a corrente pode acabar levando o óleo para a costa leste dos E.U.A?
- "Sairá do Golfo para o Caribe. E continuará para a Inglaterra, França, Espanha e Portugal.E é claro que vai afectar todas as pessoas e o nosso sistema de vida”.

- Em quanto tempo o petróleo chegará à Espanha?

- "Teria que saber a velocidade da corrente do Golfo, mas acredito que em menos de um ano”.

Você acha que os poços de alívio que serão construído podem deter o vazamento? - "Eu não acho que eles podem detê-lo.Há algo que ninguém anda falando , a pressão.Se você parar de um lado, vai explodir do outro. Portanto, não fazem mais do que inventar histórias. Que nós estamos tentando, nós estamos. Todavia eles querem deixar tudo isso de fora. Eles poderiam ter parado o vazamento, se não fosse o grande risco de explosão do outro lado”.

Então , o petróleo continuará brotando até que acabe?

- ”Basicamente.Ou até a queda da pressão. A pressão do óleo é maior do que a pressão da água. E tem que sair por algum lado. Se você tapa um lado, e como a estrutura tem fracturas , o óleo sairá por outro”.

Confira parte da entrevista aqui e em espanhol. As fotos vieram daí também. Para pensar: a imagem que me vem à cabeça é a de um planeta sangrando,se esvaindo aos poucos!

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