sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Tempo pode ficar seco até maio do ano que vem

FENÔMENO LÁ NIÑA INTENSO INFLUENCIA A ATMOSFERA AO LONGO DA PRIMAVERA, VERÃO E OUTONO

Regiões do fenômeno El Niño ( Mapa da Golden Gate) Texto abaixo da Somar Meteorologia

A temperatura da água do Oceano Pacífico na altura da Linha do Equador está mais baixa que o normal em todas as áreas, desde o "Niño 1+2" (leste) até o "Niño 4" oeste do Oceano), segundo dados de 25 de agosto. A área "Niño 3.4", onde existe maior correlação com os efeitos na atmosfera, registra desvio de -1,5°C. Como há uma defasagem entre o que acontece no Oceano e os efeitos na Atmosfera, apenas o mês de agosto começou a apresentar características do atual fenômeno.

Algumas frentes frias, após passar pelo Rio Grande do Sul, acabaram desviadas para alto-mar, sem trazer chuvas ao interior do país. Voltando às previsões de temperatura do Oceano Pacífico, a análise de 01º de setembro indica que até pelo menos maio de 2011, a temperatura permanecerá mais baixa que o normal na região "Niño 3.4". O auge do La Niña acontece entre novembro e dezembro, quando as simulações indicam desvio de -2,5°C, configurando um fenômeno intenso.

A partir daí, o desvio diminui lentamente, mas permanecerá abaixo de -1,5°C em maio de 2011, último mês de simulação. Ou seja, a influência do fenômeno La Niña será perceptível ao longo da próxima primavera, do verão e, de pelo menos até o outono do ano que vem. Independentemente da intensidade do último El Niño e do próximo fenômeno La Niña, a rápida variação da temperatura do Oceano Pacífico em poucos meses nos remete ao ano de 1998, quando a variação também foi bastante significativa. Por fim, ainda vale lembrarmos das perguntas feitas em julho sobre a duração deste fenômeno La Niña.

A pergunta foi feita, porque depois da rápida mudança em 1998, o fenômeno La Niña foi duradouro e prosseguiu até o início de 2001. Para responder a esta pergunta, apela-se a anomalia da temperatura sub-superficial da água do Oceano Pacífico na altura da Linha do Equador. Apesar da temperatura mais baixa que o normal em toda a superfície, o oeste do Oceano já registra temperatura mais elevada que o normal, especialmente entre 100 e 150 metros de profundidade.

Em anos anteriores, a atual configuração fez com que o fenômeno La Niña não se prolongasse por muito tempo. Ou seja, apesar de não ser possível responder até quando irá o fenômeno La Niña, é possível cogitar a hipótese de que este fenômeno não será tão duradouro quanto o registrado entre 1998 e 2001

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