domingo, 13 de julho de 2014

Pity the Nation (Infeliz a Nação) o poema de Khalil Gilbran que explica muita coisa



“Pity the nation that is full of beliefs and empty of religion.
Pity the nation that wears a cloth it does not weave
and eats a bread it does not harvest.

Pity the nation that acclaims the bully as hero,
and that deems the glittering conqueror bountiful.

Pity a nation that despises a passion in its dream,
yet submits in its awakening.

Pity the nation that raises not its voice
save when it walks in a funeral,
boasts not except among its ruins,
and will rebel not save when its neck is laid
between the sword and the block.

Pity the nation whose statesman is a fox,
whose philosopher is a juggler,
and whose art is the art of patching and mimicking

Pity the nation that welcomes its new ruler with trumpeting,
and farewells him with hooting,
only to welcome another with trumpeting again.

Pity the nation whose sages are dumb with years
and whose strongmen are yet in the cradle.

Pity the nation divided into fragments,
each fragment deeming itself a nation.”


                         Khalil Gibran, The Garden of The Prophet



Tradução livre para o português

"Ai da nação que é cheia de crenças e vazia de religião. 

Ai da nação que veste uma roupa que não teceu, que come um pão que não colheu e que bebe um vinho que não foi esmagado em suas próprias prensas. 


Ai da nação que celebra o valentão como herói e que considera magnânimo o conquistador resplandecente. 

Ai da nação que despreza uma paixão em seus sonhos e que ao acordar se curva. 

Ai da nação nação que só ergue sua voz quando caminha em um enterro, que só se vangloria em meio às ruínas e que só se rebela quando o pescoço é colocado entre a espada e a pedra. 
 
Ai da nação cujo líder é uma raposa, cujo filósofo é um trapaceiro e cuja arte é a arte do remendo e da imitação. 

Ai da nação que acolhe seu novo governante com trombetas e se despede dele com vaias, apenas para novamente acolher outros com trombetas. 

Ai da nação cujos sábios emburrecem com os anos e cujos fortes ainda estão no berço. 
Pobre nação dividida em fragmentos, em que cada fragmento se julga uma nação. 

Khalil Gibran Khalil, O Jardim do Profeta.

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