segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Guarapuava irá ampliar proibição para operações de fracking

Da campanha Não Fracking Brasil

Com o apoio de diversas entidades do setor empresarial, produtivo, social e educacional, a Câmara de Vereadores de Guarapuava pretende ampliar proibição para operações de fraturamento hidráulico, o chamado fracking, para exploração de gás de xisto no município.

guarapuava_5


Guarapuava já tem a Lei 2463/2015, de autoria do presidente da Comissão de Agricultura e Defesa do Meio Ambiente, vereador Germano Toledo Alves (PR), que proíbe a emissão alvará pela prefeitura para operações de fracking. “Vamos debater e aprovar uma legislação que amplie as restrições, por exemplo, para o uso da água para fracking e impeça a circulação de caminhões com produtos químicos e outras substâncias para utilizadas para exploração de gás de xisto”, afirmou o Vereador.

Em audiência pública realizada na Câmara Municipal e que contou com a participação de representantes da 350.org Brasil, Fundação Arayara Cooperlivre e COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil, ficou decidido que novos projetos de Leis serão apresentados para garantir que a cidade fique livre do fracking. Com a presença da deputada estadual Cristina Silvestri (PPS), do vereador Mario Fernando Scheidt e do ex-senador ex-prefeito de Guarapuava, Nivaldo Kruger, a mobilização contra o fraturamento hidráulico ganha mais representatividade.
guarapuava_5_rede sulnotícias

“O envolvimento de todos os segmentos da sociedade é fundamental para conseguirmos impedir que o fraturamento hidráulico, tecnologia minerária altamente poluente, prospere aqui”, enfatizou o coordenador da COESUS, Dr. Eng. Juliano Bueno de Araujo. Muitos países do mundo já baniram o fracking, que além dos impactos ambientais, econômicos e sociais, provoca também a intensificação das mudanças climáticas”, alertou a diretora da 350.org Brasil, Nicole Figueiredo de Oliveira, parceira da COESUS. Nicole enfatizou ainda que somos autossuficientes em energia elétrica no Paraná.
Compromisso
Participaram da audiência em passam a integrar a campanha contra o fracking os seguintes segmentos: o presidente da Cooperativa Agrícola de Guarapuava (Coamig), Edson Bastos; o presidente do Sindicato Rural, Hildegard Abt; Concidades/Observatório Social, Abel Olivo; da Faculdade Unicentro, Professor Doutor Paulo Sirytiuk; do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural, Junior Antônio Boscheto; o Coordenador do curso de Meio Ambiente do Colégio Estadual Francisco Carneiro, Johann Pollyak; do Rotary Clube Guarapuava, Jacir Queiroz; da Secretaria Municipal de Agricultura (Semagri), Carlos Eduardo Bortolin, entre outros.

Guarapuava é uma das 122 cidades do Paraná que poderão ser impactadas pelo fracking na região Central, além de Candói, Cantagalo e Goioxim, que ainda estão em risco por não terem legislação municipal proibindo esta atividade minerária para exploração do gás não convencional.

AmE8khvq_zwX4camEjp0bDdmnRNXMPk7jlnyqDMFySjw
 
A campanha Não Fracking Brasil conseguiu em 2013 suspender os efeitos da 13ª Rodada de leilões da ANP que vendeu lotes no Paraná para exploração de gás não convencional. Uma liminar obtida pelo Ministério Público Federal impede que o fracking aconteça e contamine as águas de superfície e do aquífero Serra Geral, principal reserva para abastecimento público e para a agroindústria.

Com fotos da 350.org Brasil/COESUS/Rede Sul de Notícias

Nenhum comentário: